sábado, 5 de setembro de 2009

"Anistia Política: 30 anos em busca de uma justa reparação"


O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico e Petroleiro da Bahia promoveu, no dia 4 de setembro, o seminário "Anistia Política: 30 anos em busca de uma justa reparação". O evento, realizado no auditório do sindicato, no Tororó, contou com pronunciamentos de pessoas consagradas no processo de luta pelo fim da ditadura militar.O deputado federal e ex-preso político Emiliano José (PT-BA) ressaltou que a luta pela anistia política continua até hoje, e que os torturadores que estão vivos têm que ser submetidos a uma punição. "Precisamos conseguir a anistia para aqueles que sofreram repressão e ainda não foram recompensados. É um direito dos que lutaram na época. É o reconhecimento da repressão".Emiliano disse que a sua geração acreditou na derrota da ditadura e que, naquele período, foi construída uma sociedade civil muito unida. "Derrotar a ditadura foi essencial às nossas vidas. Foi a luta de massa que conseguiu essa vitória. E a campanha das Diretas Já foi um marco decisivo nesse processo. O povo brasileiro se colocou nas ruas e disse não à repressão militar", recordou o deputado.Representando o grupo Tortura Nunca Mais, Carlos Marighella (filho de Marighella) expressou a sua insatisfação: "Não suportamos mais tanta protelação. Quero esses processos andando ainda neste mês. Não é justo que até hoje não tenham dado um ponto final nessa história".Participaram também do seminário o ex-governador Waldir Pires, os deputados federais Zezéu Ribeiro (PT-BA), Luiz Bassuma (PT-BA) e Daniel Almeida (PCdoB-BA), a vice-presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Sueli Bellato, dentre outros convidados.


Da redação, com informações de assessoria

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