quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PMDB baiano não entendeu e foi na contramão, diz Jonas Paulo‏

O presidente do PT na Bahia, Jonas Paulo, acompanha atentamente o desenrolar da concertação iniciada, na segunda-feira (24), com a reunião entre o presidente Lula, presidentes do PMDB e PT e os líderes desses partidos na Câmara. Ontem, o dirigente passou o dia em Brasília, onde foi saudado por lideranças nacionais do PT como um dos que mais buscou essa movimentação entre Planalto e Direção Nacional do partido em busca de uma coesão da base para a disputa de 2010.
“Entendo que, para o caso da Bahia e do Pará, essa articulação foi tardia. Mas acho fundamental para a construção da nossa aliança nacional saber em que estados efetivamente podemos contar com o PMDB, pois não há verticalização”, disse Jonas Paulo, para quem a tática de dois turnos na Bahia só favorece os adversários do presidente Lula.
Ele disse que os casos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo apontam para o “bom senso”: “A coesão da base no Rio é pela reeleição de Sérgio Cabral (PMDB); no Espírito Santo, o prefeito do PT na capital apoiará um terceiro mandato pemedebista para o governo estadual. Esta é a lógica de construção de palanques vitoriosos da nossa candidatura presidencial nos estados, que, infelizmente, o PMDB baiano não entendeu e foi na contramão”.
Jonas Paulo espera que a agenda dessas reuniões chegue ao PSB, que tem governos apoiados pelo PT em estados como Pernambuco e Ceará, além da liderança do ex-ministro Ciro Gomes. “Essa pauta fortalece a tese de que a eleição nacional tem caráter plebiscitário da disputa de projeto, o País vai comparar oito anos de governo do tucanato e dos demos com o período virtuoso dos dois mandatos do presidente Lula”, concluiu o petista.

Da redação, com informações de assessoria

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