A "XXXVI Jornada Internacional de Cinema da Bahia", que aconteceu em Salvador de 13 a 17 deste mês, foi destacada por Emiliano José (PT-BA) na Câmara dos Deputados (dia 16/9). Emiliano coordenou uma mesa de debates no evento, dia 13, sobre o tema Euclides da Cunha, o homenageado da Jornada. Durante toda a semana os debates giraram em torno do autor do livro "Os Sertões", que retrata a saga de Canudos e de Antonio Conselheiro.
"Tenho dito que é necessário encontrar um meio de fortalecer acontecimentos culturais como a 'Jornada Internacional de Cinema da Bahia'. Ela não pode e não deve, a cada ano, sair em busca de patrocínios. Tornou-se um fato cultural incontestável. Uma referência para o Brasil e para o mundo. Não é pouco que uma jornada de cinema chegue ao seu 36º ano", ressaltou o deputado.
Emiliano disse que o cinema é valorizado ao máximo e que essa "extraordinária expressão da alma humana" serve como ponto de partida para reflexões sobre os rumos do País e do mundo. "E isso graças à visão de Guido Araújo (organizador do evento), cineasta que nunca se afastou dos problemas do Brasil, que sempre andou sintonizado com o restante do mundo, que promoveu o diálogo com os grandes cineastas mundiais, especialmente com aqueles mais capazes de refletir a beleza e a angústia da alma humana".
Para o deputado, lembrar o centenário de morte de Euclides da Cunha resgata não só o grande intelectual, mas, sobretudo, a sua obra imortal: "Os Sertões". "Ao lembrar do livro, recorda-se especialmente do episódio de Canudos, quando milhares de pessoas, lutando por uma sociedade mais igualitária e fraterna, foram chacinadas pelo Exército. E aí tudo que gira em torno de Canudos é debatido, inclusive a personalidade do líder religioso Antonio Conselheiro. A exibição de dezenas de filmes do Brasil e de tantos outros países é alternada por debates, exposições, palestras que enriquecem os participantes, que aguçam o espírito crítico de todos, que chamam à reflexão".
FESTIVAL DE TEATRO DO SUBÚRBIO
Emiliano destacou também a realização da primeira edição do "Festival de Teatro do Subúrbio", que acontece em Salvador entre os dias 11 e 20 de setembro, com apresentações de grupos de teatro e artistas da própria região.
"É muito importante que um festival como esse ocorra no Subúrbio de Salvador ? uma das regiões periféricas mais populosas da capital baiana. E ocorre graças à nova política cultural do Governo da Bahia, que compreendeu a importância da produção cultural do povo, e à Petrobras, que colaborou decisivamente para que o festival acontecesse", afirmou.
Segundo Ana Vaneska, coordenadora do Centro Cultural Plataforma, instituição do governo do Estado, "o festival é a resistência, a história de luta do povo do Subúrbio na qual o povo negro escreve a ele mesmo no lugar de protagonistas".
Emiliano disse que a Bahia continua a ser uma terra de intensa produção cultural e que o Governo Wagner está vendo florescer, com muito mais vigor, a criatividade popular, que, segundo o deputado, estava sufocada por políticas culturais excludentes. "Atividades como a 'XXXVI Jornada Internacional de Cinema' e o 'Festival de Teatro do Subúrbio' são expressões tanto da criatividade do nosso povo, dos nossos artistas, quanto, também, das novas políticas culturais do governo", avaliou.
Da redação, com informações de assessoria
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário