terça-feira, 1 de setembro de 2009

Parlamentar destaca o papel da mulher na luta pela anistia

Em discurso durante a sessão solene em comemoração aos 30 anos da anistia, a deputada federal Lídice da Mata (PSB/BA), falando em nome do partido fez questão de destacar a participação feminina na luta pela abertura democrática, bem como lideranças baianas que comandaram o movimento no estado. “A luta pela anistia, como outros grandes momentos de nossa história, começou pela liderança das nossas mulheres. Mães, filhas e irmãs como Terezinha Zerbini que no movimento feminino pela anistia dedicou todas as suas horas e seus dias nessa verdadeira batalha pelo restabelecimento da democracia em nosso país,” assinalou.

Durante a sessão solene, a deputada Lídice da Mata disse que, passados 30 anos da promulgação da Lei da Anistia, o País ainda não conhece toda a verdade. "A anistia como amnésia histórica faz com que agora muitos questionem o direito à reparação", afirmou, acrescentando que muitos não tiveram sequer a oportunidade de receber o benefício da anistia, "como Ana Montenegro, que morreu sem o julgamento de seu processo, e mesmo meu próprio pai, que faleceu há cinco anos".

A deputada também lembrou Iramaia Benjamim, fundadora do Comitê Brasileiro pela anistia em 1978. Entre os baianos e baianas, relembrou Joviniano Neto e Ana Maria Guedes no comitê da Bahia pela anistia, o padre Renzo. Fez referência também aos advogados que atuaram na defesa dos presos políticos entre eles Ronilda Noblat , Inácio Gomes, Jayme Augusto de Guimarães Souza. Saudou o colega de parlamento, o deputado federal Emiliano José (PT-BA), preso e torturado pelo regime militar. Ela encerrou o pronunciamento com a palavra de ordem que sintetiza o sentimento de todos que lutaram pelo restabelecimento do regime democrático no país: “Ditadura, nunca mais”.

Da redação, com informações de assessoria

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